ANIMARTINI | Parte 6: “QUANTO”

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Artigo também disponível em Inglês

“I’d say it’s been my biggest problem all my life… it’s money. It takes a lot of money to make these dreams come true. (…) I don´t make pictures just to make money. I make money so I can make more pictures. (…) Money doesn´t excite me. My ideas excite me.” — Walt Disney

Eu já venho comentando em posts anteriores que um dos objetivos principais da ANIMARTINI é se transformar em uma empresa financeiramente sustentável. Mas quais são os verdadeiros custos de uma empresa que produz animações?

Mesmo não sendo uma pessoa da área de finanças ou que tenha maior proximidade com números, sempre me interessei por essa parte, que é fundamental em uma empresa e em uma produção audiovisual.

Contratação de pessoas, incluindo impostos; parte administrativa e jurídica; website, incluindo pagamento de hosting, registro de URL, TI e design; mídia e divulgação; taxas de repasse das plataformas de crowdfunding; a própria produção dos curtas, filmes e episódios, e até mesmo o cálculo do lucro são custos que devem ser contabilizados, e estão sendo montados agora, enquanto você lê esse texto.

Por isso, se você estava esperando números detalhados agora, desculpe desapontá-lo. :-) Eu passarei os detalhes mais importantes nos próximos meses, em outros posts específicos.

Mesmo assim, eu acredito que o mais importante não é exatamente o valor final, mas sim como eu e, por consequência, a ANIMARTINI, vejo a questão dos custos e, principalmente, dos lucros. Walt Disney, na citação que abre esse post, diz que dinheiro sempre foi um grande problema para ele, pois custa muito para transformar sonhos em realidade. É a mais pura verdade. Se pensarmos nos filmes dos grandes estúdios, como a Pixar, Dreamworks Animation, Blue Sky e a própria Disney, hoje temos custos que batem facilmente os 100 milhões de dólares. Chris Meledandri, fundador e CEO da Illumination Entertainment – responsável por filmes como MEU MALVADO FAVORITO e O LORAX – é conhecido hoje no mercado por sempre manter baixo o orçamento de suas produções, e estamos falando na faixa dos 70 / 80 milhões de dólares para MEU MALVADO FAVORITO 2, contra 210 milhões de dólares de VALENTE, da Pixar. Mesmo se falarmos de produções mais baratas, como os recentes FREE BIRDS (orçamento oficial: 55 milhões de dólares), da ReelFX, e THE NUT JOB (orçamento oficial: 42,8 milhões de dólares), da Open Road Films, pode-se notar que não estamos falando de um processo barato.

Apenas para efeito de comparação: UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, filme animado produzido no Brasil pela Gullane e Buriti Filmes com coprodução da Lightstar Studios – e no qual o Humberto Cunha, da ANIMARTINI, trabalhou criando muitos dos cenários do filme – tem orçamento oficial reportado de 4 milhões de reais, um pouco abaixo dos 2 milhões de dólares. São realidades diferentes, sem dúvida, com públicos e distribuição diferentes.

Por isso é tão importante estarmos focados no alcance global das nossas animações, no controle do orçamento sem que isso comprometa a alta qualidade que almejamos, e em estarmos focados em como rentabilizar nossos produtos. Como o próprio tio Walt disse, “eu não faço filmes para fazer dinheiro, eu faço dinheiro para fazer filmes”.

Esse é apenas o primeiro post de muitos sobre esse assunto. Pode ter certeza.

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